Irismar Andrade Santiago
Nacionalidade: Brasileira
Aniversário: 06 de Março

 

Quem sou eu?
Escritor e Poeta. Pai de quatro filhos. Três netos.
E, autor de quatro livros.
(O Gato) (Laura) Obsessão) (Um Sonho Real)
Além de dezenas de poemas, como Caatinga Teimosa.

CAATINGA TEIMOSA
Irismar Andrade Santiago


Oh! Céu Nordestino...
Tingido do mais puro azul celeste.
Manchado apenas pelas nuvens brancas cujo vento silencioso se transforma em monstros abstratos seguidos vôos sinuosos!
Até se dispersarem.
Oh! Céu nordestino...
Que pena que teu sol é assassino.
Sem piedade fere e mata, até desmata, a casa do Sagüi, e do uirapuru, e tuas nascentes?
Sem uma lâmina d’água o leito agoniza passivamente.
Onde era viveiro de traíra, agora o jumento espoja-se relinchando medonhamente.
É o inferno aos olhos do inocente catingueiro.
Oh! Céu nordestino...
Oh! Caatinga teimosa, esperando o salseiro...
Trovoadas, relâmpagos, tromba d’água...
Não, que a chuva caia mansamente ao chão, e se espalhe sobre o quipá.
Ou, alguns pingos d’água para alimentar a terra, cicatrizar suas rachaduras.
Oh! Catingueiro inocente...
Que olha para o céu do mais puro azul celeste sem nenhuma nuvem branca para brincar...
Porque o monstro agora é real.
Oh! Catingueiro inocente...
Que tira seu chapéu erguendo a cabeça para o céu em agradecimento a Deus!
Pois o sol nasceu para todos.
É, o povo nordestino foi privilegiado.
Cada um ganhou seu próprio sol.
É, mas não é tudo que o Catingueiro precisa.
O Catingueiro precisa de uma terra de lauto.
Que produz a manga, o milho, o cajá, a mandioca e o maracujá.
Oh! Céu nordestino...
Oh! Catingueiro teimoso.

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Ainda Te Amo
Irismar Andrade Santiago

Amei...
Como te amei!
Amei a tua beleza e tua nobreza.
O teu sorriso...
O teu Sorrir.
A luz em teu riso, que sorriu o meu coração.
Amei...
Como te amei!
Amei-te, mais que a mim.
Porque já não sou dono o meu coração!
Pois, ele? Entreguei pra ti.
Amei...
Como te amei!
Amei-te, tanto que, tua alma de menina fez dos meus dias de angústias, paraíso.
Até meus sonhos eu não sonhei, vivi!
Amei...
Como te amei!
E por ti!
Chorei em segredo, escondi meu pranto enquanto sofri.
Esse amor que minhas cicatrizes limpou.
Mas, Valeu a pena esse amor que vivi!
Amei...
Como te amei!
Hoje, chora triste o meu peito aflito.
Porque, é hora de ir embora, hora de partir!
Amei...
Ah! Como ainda te amo!
Não sei fingir pra mim mesmo que te esqueci.
Só queria mais uma vez, ver teu sorriso...
Antes do adeus!
Um beijo, só um beijo mais que meus lábios querem te pedir.

Direitos Reservados

Eternos
Irismar Andrade Santiago

Não amor!
Não adormece!
Não agora.
Não me deixe só nesta escuridão!
Tenho medo.
Medo de que acorde e não me enxergue como sou.
Medo que, na insensatez de tua imaginação, eu seja miragem.
Agnóstico de um mundo além...
Ama-me, como te amo agora.
Não diga nada...
Este sussurro eu conheço.
É a linguagem da paixão em busca da felicidade, do ápice do amor...
Não adormece amor!
Não agora.
É tolice do meu coração, pois ele é cúmplice desta infinita intolerância.
Quero te fazer feliz agora.
Amanhã!
O que importa?
O tempo não importa...
Diferente de sonhos...
Façamos desta noite, eterna...
Esqueçamos os tormentos.
E, quando de novo o sol aparecer, e o amanhã chegar!
Vou amar-te...
Somente a ti.
Como te amo agora.
E, eternamente...

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Vamos Conversar?
Irismar Andrade Santiago

Olha!
Minha casa como está vazia.
Porque tu não vieste me visitar?
Muito ocupado? Entendo.
Queria tanto te dizer o quanto tua presença me alegra.
O quanto te esperei aqui!
Mas não tem importância!
Amo-te mesmo assim.
Ah! Como tu não vieste a minha casa.
Posso ir até a tua?
Gostaria tanto de te abraçar!
Conversar contigo!
Tenho tanto para te dizer e, quem sabe, tanto para te ouvir.
Nesses últimos tempos estivemos tão distantes!
Mas por culpa tua.
Pois, sempre que eu me aproximava de ti, não sei por que!
Tu te distanciavas de mim.
Novamente estou aqui, diante de ti.
Abra a porta da tua casa, deixe-me entrar!
Não queres me conhecer melhor?
Abra também teu coração!
Pois, o meu está e, sempre, esteve aberto para ti.
Vamos conversar?

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“Meu pecado Capital”
Irismar Andrade Santiago

E, por ser soberbo.
Sorrateiramente, esta solidão teimosa insiste em ficar.
Vasculhando minhas recordações...
Deixando um melancólico vazio em mim.
Para refugiar-me em algum lugar, caminhei...
Os caminhos que andei...
Eram estradas longas sem fronteiras nem fim.
Foram tantos...
Perseguindo o amor de quem me amou.
Sem levar bagagens rodei o mundo a espera de respostas aos meus lapsos...
E neles vivi desventuras selvagens.
Quando vem a lembrança de ti.
O recôndito de mim quer ficar ao teu lado desafiando o tempo.
Nos meus rastros, não quero ver fantasmas desnudos.
Abstratos para calar minha saudade...
E, para enfrentá-las, me transformei em fera para seguir sem medo os abismos que me esperam...
Por onde andei...
Encontrei agruras, obstáculos, que sem temor, e, contra os limites que a soberbia me impõe...
Ultrapassei.
Agora!
O que eu faço?
Quero te amar...
Mas, sem nenhum pecado capital.

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O Jangadeiro
Irismar Andrade Santiago

Jangadeiro!
Bravo jangadeiro.
Jangadeiro de alma revestida de coragem.
De olhar aguçado na maré boa de vento.
Ouvindo o murmúrio do mar.
Jangadeiro!
Bravo Jangadeiro.
Calção surrado, e no peito nu!
Só um pingente com a medalha da padroeira Iemanjá.
Jangadeiro!
Bravo Jangadeiro.
Traçando o caminho da ida...
Indo sempre ao mesmo lugar.
Sentindo o vento traiçoeiro soprando da terra pro mar.
Sem medo de morrer o bravo jangadeiro em busca do peixe enfrenta o mar.
Mesmo sabendo que pode não voltar.
O bravo Jangadeiro navega em alto mar.
Mas quando volta, o bravo jangadeiro é festejado.
Pois sua jangada vem abarrotada de pescado, presente de Iemanjá.
Jangadeiro!
Bravo homem do mar.

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